Batman - Asilo Arkham.
Um Batman misturado com Alice no País das Maravilhas, será que da certo?
Estava de boa na saraiva vendo o que eles tinham a me
oferecer, quando me deparo com esta Hq bem escondidinha no canto, algo que
quase me fez estourar o meu tempo de almoço, mas valia a pena, o preço estava
camarada.
A Hq está muito bem produzida e o acabamento da Panini bem
condicente com a Hq que tem um tom bem psicodélico, algo que chamou a minha
atenção logo de cara. Porém estamos falando da Panini e sempre terá algo que
não iremos reclamar, é natural isto, e as falas do coringa são decepcionantes,
não falo do que o que o Grant Morrison fez, e sim do letramento da Panini, teve
momentos que tive que forçar a vista para ver melhor o que o coringa falava. Na
edição gringa, o letramento foi feito à mão, em uma coisa mais simples para a
vista, mas a escolha da panini para traduzir para o Brasil foi infeliz.
A história em si, é uma aventura a parte, ela se desenvolve
no Asilo Arkham, o local onde são enviados os criminosos insanos, e Grant
Morrison junto com Dave Mckean fazem com que Hq se torne mais psicodélica ainda
e arte combina perfeitamente com tom que a Hq pede. Não é algo que estamos
acostumados, mas com o passar do tempo e analisando, você compreende que a
escolha foi muito feliz.
O enredo da história começa com os criminosos do Arkham,
fazendo um motim dentro do asilo e colocando vários trabalhadores como reféns deles,
e eles tem apenas uma exigência, que o Batman venha até eles. Mesmo sabendo que
isto claramente se tratava de uma armadilha. Contudo o motim no asilo não é a única
trama que ocorre na Hq, a história tambem conta como surgiu o Asilo. Esta
trama, consegue por sua vez sobressair a trama do Batman no asilo. A narrativa
não tem grandes combates do morcego com os vilões eles são mais simbólicos do
que físicos, e nos poucos combates físicos que tem Morrison conseguiu fazer um
dos Batmans, menos Batmans, pois ele é facilmente derrotado por um humano
comum, algo que caiu mal na Hq. Tirando este “pequeno” detalhe, a Hq é uma
leitura agradável, Morrison faz algo que poucos fizeram com o universo do
personagem, com simbolismos inúmeros.
8/10
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